quarta-feira, 3 de março de 2010

O TRIGO E O JOIO


Dos três anos do ministério de Jesus, o primeiro foi marcado pela popularidade. As pessoas iam ate Jesus aos milhares, impulsionados por uma curiosidade tremenda. As curas, os atos prodigiosos e a palavra contundente e direta do Mestre atraia a admiração do povo. Porém os inimigos de Jesus, os religiosos da época, movidos pela inveja e medo de perder a hegemonia do poder sobre o povo, torciam tudo que Jesus dizia para tentar pegá-lo em alguma blasfêmia. Jesus então mudou de tática e passou no segundo e terceiro ano de seu ministério a usar muitas parábolas nos seus ensinos. Eram histórias que ele inventava à partir da observação do dia-a-dia das pessoas para ensinar grandes lições espirituais. O Capítulo 13 de Mateus reúne muitas dessas maravilhosas histórias, dentre elas está a parábola do trigo e do Joio. Nesta parábola aparece dois senhores: o dono da terra (simbolizando Deus) e o inimigo do proprietário (simbolizando satanás). Deus semeia durante o dia. Tudo o que Deus é de dia. As coisas de Deus são claras, não há penumbras, meias verdades, coisas dúbias. Se você precisa fazer alguma coisa que tem de esconder de alguém (seus pais, seu cônjuge seu patrão, etc.) desconfie, não é de Deus. O inimigo semeou o joio à noite, às escondidas, pois foi para confundir. O que Satanás faz é sempre sem clareza, nas sombras.
O campo é mundo, portanto toda igreja é o campo, por isso em todas há e sempre haverá trigo e joio. As duas culturas são muito parecidas, principalmente no estágio inicial de desenvolvimento, só é possível distinguir trigo do joio após algum tempo. No início é tudo muito semelhante. O joio canta bonito, louva com entusiasmo, prega com emoção, e até dá dizimo, mas com tempo ele se manifesta, não ama como o trigo, não renuncia como o trigo, não se humilha como o trigo, enfim muitas são as características que os diferenciarão.
Os trabalhadores queriam arrancar o joio, mas o proprietário alerta: “não, deixe que cresçam juntos, no final, na hora da colheita eles terão destinos diferentes, o trigo para o celeiro, e o joio para o fogo”.
Não cabe a mim apontar quem é o joio na igreja ou mesmo determinar que aquela o a outra igreja não é de Deus porque tem joio lá. Só Deus (na colheita) é que fará esta separação. Na verdade quem é joio sabe que é. O plano de Deus é que todos sejamos trigo e Ele está trabalhando para isso. Às vezes em algum momento até agimos como joio e causamos entristecimento em alguém. Existem pessoas que estão fora da igreja por causa de algum joio que encontrou lá. Estão sofrendo na solidão e resistindo ao Espírito Santo, é preciso lembrar que a igreja é uma instituição humana. Não são anjos que a forma. Sempre haverá joio no meio do trigo.
O importante é que eu me coloque sempre na mão do Senhor para que ele me faça trigo, retira toda característica de joio do meu ser.
Meu pai tinha um sítio onde havia muitas laranjeiras de enxerto. Era muito interessante pois da raiz até um pequeno pedaço do tronco era limoeiro bravo e do meio do tronco para cima era laranjeira que produzia muitas laranjas deliciosa. De vez em quando meu avô que cuidava do sítio, tinha que podar os galhos da parte do limoeiro, para não sufocar a parte da laranjeira, senão dizia ele, não vai produzir laranjas. Pois nós também éramos limão bravo e fomos enxertados no tronco da videira verdadeira para darmos frutos bons. Como na parábola, somos boa semente, semeada pelo Senhor. Mesmo que em algum momento sejamos joio, Deus quer nos enxertar na planta boa para produzirmos bons frutos.
Deus quer operar este milagre em nossas vidas. “Senhor, não quero ser joio, reproduz o teu caráter em mim!”

Mensagem : Pastor Paulo José Correa
Presidente da IEADPLAN - Igreja Assembléia de Deus do Bairro Planalto - Ministério Madureira

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